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25/09/11

A caridade é a alma do Espiritismo

No dia 1º de novembro de 1868, na reunião da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Allan Kardec utilizou parte do seu discurso de abertura para falar sobre caridade. Suas palavras foram registradas na Revista Espírita de dezembro do mesmo ano. Vejamos:

"A caridade é a alma do Espiritismo: ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes; é porque pode se dizer que não há verdadeiro Espírita sem caridade”.

Mas a caridade é ainda uma dessas palavras de sentido múltiplo, da qual é necessário bem compreender toda a importância; e se os Espíritos não cessam de pregá-la e de defini-la, é que, provavelmente, reconhecem que isto é ainda necessário.

O campo da caridade é muito vasto; ele compreende duas grandes divisões que, por falta de termos especiais, podem designar-se pelas palavras: Caridade beneficente e Caridade benevolente. Compreende-se facilmente a primeira, que é naturalmente proporcional aos recursos materiais dos quais se dispõe; mas a segunda está ao alcance de todo o mundo, do mais pobre como do mais rico. Se a beneficência é forçosamente limitada, nenhuma outra senão a vontade pode pôr limites à benevolência.

O que é preciso, pois, para praticar a caridade benevolente? Amar seu próximo como a si mesmo: ora, amando-se ao seu próximo quanto a si mesmo, se o amará muito; se agirá para com outrem como se gosta que os outros ajam para conosco, não se desejará nem se fará mal a ninguém, porque não gostaríamos que no-lo fizessem.

Amar seu próximo é, pois, abjurar todo sentimento de ódio, de animosidade, de rancor, de inveja, de ciúme, de vingança, em uma palavra, todo desejo e todo pensamento de prejudicar; é perdoar os seus inimigos e restituir o bem onde haja o mal; é ser indulgente para com as imperfeições de seus semelhantes e não procurar a palha no olho de seu vizinho, então que não se vê a trave que está no seu; é ocultar ou desculpar as faltas de outrem, em lugar de se comprazer em pô-las em relevo pelo espírito de denegrir; é ainda não se fazer valer às custas dos outros; de não procurar esmagar ninguém sob o peso de sua superioridade; de não desprezar ninguém por orgulho. Eis a verdadeira caridade benevolente, a caridade prática, sem a qual a caridade é uma palavra vã; é caridade do verdadeiro espírita como do verdadeiro cristão; aquela sem a qual aquele que diz: fora da caridade não há salvação, pronuncia a sua própria condenação, neste mundo tão bem quanto no outro".

5 comentários:

  1. Neusinha, essa definição foi dada a tantos anos e ainda não conseguimos compreendê-la com o coração. Pq é diferente a compreensão do coração, da compreensão do cérebro. Quantas reencarnações mais serão necessárias para colocá-la em prática? Muita paz!

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  2. Tem selinho comemorativo para vc em meu blog. Muita paz!

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  3. Neusinha, ainda estamos exercitando a caridade benevolente. E ainda nos falta muito para aprender. O dia q tivermos compreendido as atitudes q envolvem esse tipo de caridade, certamente teremos um mundo mais feliz. Muita paz!

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  4. Vim por que senti saudades amiga .Abraços fraternos

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  5. Muito interessante esta postagem!

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Muito obrigada pelo comentário!!

Saber não é tudo! É necessário fazer!

E para bem fazer, homem algum dispensará a calma e a serenidade, imprescindíveis ao êxito, nem desdenhará a cooperação, que é a companheira dileta do amor.


Chico Xavier e Emmanuel

Em que objeto centralizas a tua crença?

Recorda que é necessário crer sinceramente em Jesus e segui-lo, para não sermos confundidos.


Chico Xavier e Emmanuel

Ensinando os filhos a viver!

Você considera fácil a arte de educar os filhos?

Salvo raríssimas exceções, os educadores bem intencionados enfrentam grandes dificuldades para atingir suas metas referentes à educação.

Por essa razão, vale a pena lançar mão das experiências de alguns pais que obtiveram bons resultados com lições simples e eficientes.

Esta é uma das tantas histórias de pais que se debatem com filhos preguiçosos ou desanimados.

Certa tarde o paizão saiu para um passeio com as duas filhas, uma de oito e a outra de quatro anos.

Em determinado momento da caminhada, helena, a filha mais nova, pediu ao pai que a carregasse, pois estava muito cansada para continuar andando.

O pai respondeu que estava também muito fatigado, e diante da resposta a garotinha começou a choramingar e fazer "corpo mole".

Sem dizer uma só palavra, o pai cortou um pequeno galho de árvore e o entregou à helena dizendo:

- Olhe aqui um cavalinho para você montar, filha! Ele irá ajudá-la a seguir em frente.

A menina parou de chorar e pôs-se a cavalgar o galho verde tão rápido, que chegou em casa antes dos outros. Ficou tão encantada com seu cavalo de pau, que foi difícil fazê-la parar de galopar.

A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu e perguntou ao pai como entender a atitude de helena.

O pai riu e respondeu dizendo:

- Assim é a vida, minha filha. Às vezes a gente está física e mentalmente cansado, certo de que é impossível continuar. Mas encontramos então um "cavalinho" qualquer que nos dá ânimo outra vez.

- Esse cavalinho pode ser um bom livro, um amigo, uma canção...

- Assim, quando você se sentir cansada ou desanimada, lembre-se de que sempre haverá um cavalinho para cada momento, e nunca se deixe levar pela preguiça ou o desânimo.



A educação é uma arte e, como tal, necessita de sensibilidade e dedicação por parte de quem educa.

Medidas singelas podem dar resultados excelentes quando movidas pelo amor legítimo e a vontade sincera de fazer crescer espiritualmente o educando.

Ao contrário do que se pensa, as crianças são maleáveis aos ensinos que lhe são ministrados, desde que sintam, juntamente com a teoria, as vibrações de afeto e carinho por parte dos educadores.



"A melhor, a mais eficiente e econômica de todas as modalidades de assistência é a educação, por ser a única de natureza preventiva. Não remedeia os males sociais; evita-os."